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sexta-feira, 21 de maio de 2010



Orgulho.

E se eu te pedisse um tempo?
Você, sem hesitar aceitaria.
Se eu pedisse que me deixasse,
De nós dois você desistiria.
Pelo seu orgulho,
Você sofreria.
E aos poucos assim,
Me mataria.
Sofrendo,
E mesmo assim jamais cedendo.
Tomando do seu próprio veneno.
Por orgulho,
Suportaria uma dolorosa vida,
Cheia de engano, e de mentiras.
Longe desse amor,
Longe de momentos de alegria.
Você partiria,
Me deixaria, jamais voltaria,
E para sempre, me perderia.
Meu amor,
Você decide.
Faça as escolhas certas,
As escolhas feitas pelo teu coração.
Não esqueça, o orgulho te engana,
Te traz ilusão.
Por orgulho,
Não me deixe sozinha,
Sem rumo, sem vida,
E nesse mundo, perdida.

Por: Karine Beatriz.

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quinta-feira, 20 de maio de 2010



Uma Paixão.

Você, apenas você,
O mantia longe de mim,
Longe dos meus pensamentos.
Você aliviava todos os meus tormentos.
Apenas você me fez bem,
Quando ninguém mais conseguiu fazer.
Até não me suportar mais,
Você preferiu deixar tudo para trás.
E eu apenas atendi a sua vontade,
Essa é toda a verdade.
Não minto, nem omito,
Que quando te vejo,
Ainda despertas em mim
Este cruel desejo.
Ciúmes, medo, e atração.
Vai entender,
Os sinais de uma estranha paixão.

Por: Karine Beatriz.

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quarta-feira, 12 de maio de 2010



Mágoa.

Deixou-me, então aqui fiquei.
Sozinha a chorar,
Precisando de você.
Mas toda mágoa e orgulho,
São fortes.
Fazem-me te odiar,
Nunca mais querer te ver.
E até cada momento,
Cada minuto e segundo,
Inesquecíveis, eu irei esquecer.
Farei de tudo,
Mas não lembrarei mais,
Nem sofrerei por você.
Ou não, talvez não.
Talvez eu jamais te esqueça,
E toda noite,
Com uma profunda dor,
Em meu coração,
E lágrimas em meus olhos,
Eu adormeça.
Magoada, amargurada e presa.
Hoje estou afogada,
Em uma cruel tristeza.
Entre o silêncio e o choro,
Há um desespero.
É terrível,
Até em meus sonhos,
Te vejo.
Tenho medo,
Não consigo mais sorrir.
Não tenho razão.
Pois atrás de um sorriso,
Pode haver um punhal,
Em seu coração.

Por: Karine Beatriz.

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Nada.

Nada me abala tanto,
Quanto suas palavras.
Elas me cravaram como um punhal.
Dor inconfundível,
Não tem igual.
Nada me deixa mais feliz,
Do que o teu sorriso,
Eu apenas preciso estar contigo.
Nada me faz chorar tanto,
Quanto pensar em dizer adeus,
Eu jamais conseguirei viver longe
Dos braços teus.
Nada me deixa mais calma,
Do que o seu calor,
Ele me tira toda essa dor.
Essa dor, que possuo em minha alma,
Se já não tenho teu amor
Então, não tenho nada.
Nada, nenhum motivo para sorrir,
Mais nada, nada vai me fazer feliz.
Não te ter aqui, para mim,
É o fim.
Esse fim, que aos poucos me mata.
Posso ter tudo,
Mas sem você, sem teu amor,
Não sou nada.

Por: Karine Beatriz.

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quarta-feira, 28 de abril de 2010



Nós dois.

Hoje, acordei sentindo falta de nós dois,
De você, do seu sorriso,
Seus abraços, beijos e carinhos,
Quando estás aqui comigo...
Quem diria meu amor,
Que eu ficaria tão boba por você,
Que eu me tornaria tão dependente de você,
Que eu fosse por você, querer morrer.
Logo eu, que pensei que não amaria ninguém desse jeito;
Você mudou todos os meus conceitos,
Acendeu a chama desse doce desejo,
Você mudou todos os meus atos;
Encantou-me, e agora presa estou,
E presa sempre estarei nos teus braços...
Você, que lutou tanto por nós dois,
Por esse amor...
E hoje, possui o meu amor,
Este amor, que é eterno;
Eterno em nossos corações,
Em nossas vidas, e em nosso futuro...
Logo eu, que nunca pensei amar alguém assim,
Nunca imaginei, ficar louca por ti.
Veja, sinta, o quanto eu preciso de ti!
Pois só quem não percebe o nosso amor,
Este sim, é um tolo, um cego...
Pois nós dois encontramos amor eterno;
Nós dois sentimos esse amor,
Nós dois, que possuímos tanto medo,
Mas que mesmo assim,
Enfrentamos nossos receios...
Pois só o que nós dois queremos,
É ficarmos juntos,
Para sempre,
E contigo viverei alegremente...
E é tão engraçado meu amor,
A forma de como nós dois,
Nos tornamos tão dependentes um do outro assim...
Que seja sempre desta maneira,
Pois assim, eu ficarei plenamente feliz;
Apesar da distancia,
Das brigas bobas,
Nada impede nosso amor,
Nada nos impedirá de demonstrarmos isso;
Através de palavras,
Que precisarão ser ouvidas,
Através de mim,
Que com teus beijos,
Estarei perdida;
Através de você, que por nosso amor,
Lutará para estarmos juntos,
Até o fim de nossas vidas...
Eu e você, dispostos a tudo,
E contra todos,
Pelo nosso amor,
Somos nossas forças,
Nossas fraquezas,
Somos nossos sorrisos,
Nossas dores,
Somos cada beijo perdido,
Que pela distancia,
Deixamos para depois...
Você é meu céu,
Eu, o teu luar,
Somos noite a adormecer,
E o dia a clarear;
Somos a chama de um grande amor,
Meu tudo, somos e seremos,
Para sempre, nós dois.


Por: Karine Beatriz.

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domingo, 25 de abril de 2010




Às vezes

Às vezes parece que foi ontem.
Formando-se no colégio, dizendo adeus.
Aquela sensação que você tem aos 17 ou 18 anos, que ninguém no mundo esteve tão próximo...
Amou tão ferozmente...
Riu com tanta vontade...
Ou importou-se tanto assim.
Às vezes parece que foi ontem.
E às vezes... parecem as lembranças de outra pessoa.

O resto de suas vidas

O resto das suas vidas é muito tempo, e quer saibam ou não, está sendo traçado agora.
Podem escolher culpar o destino, ou má sorte, ou escolhas erradas.
Ou podem lutar.
As coisas nem sempre serão justas na vida real.
É assim que as coisas são.
Mas, na maioria das vezes, você recebe o que dá.
Deixe-me perguntar uma coisa:
O que é pior?
Não conseguir tudo que você sonhou...
Ou conseguir, e descobrir que não é o bastante?
O resto das suas vidas está sendo definido agora mesmo.
Com os sonhos que perseguem, as escolhas que fazem...
E com as pessoas que decidem ser.
O resto da vida é muito tempo...
E o resto da sua vida, começa agora

Corações Flexíveis

O resto das suas vidas é muito tempo, e quer saibam ou não, está sendo traçado agora.
Podem escolher culpar o destino, ou má sorte, ou escolhas erradas.
Ou podem lutar.
As coisas nem sempre serão justas na vida real.
É assim que as coisas são.
Mas, na maioria das vezes, você recebe o que dá.
Deixe-me perguntar uma coisa:
O que é pior?
Não conseguir tudo que você sonhou...
Ou conseguir, e descobrir que não é o bastante?
O resto das suas vidas está sendo definido agora mesmo.
Com os sonhos que perseguem, as escolhas que fazem...
E com as pessoas que decidem ser.
O resto da vida é muito tempo...
E o resto da sua vida, começa agora.

Por: André Darks Angel

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domingo, 18 de abril de 2010


Amor e Medo

Quando eu te vejo e me desvio cauto
Da luz de fogo que te cerca, ó bela,
Contigo dizes, suspirando amores:
— "Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!"

Como te enganas! meu amor, é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco...
És bela — eu moço; tens amor, eu — medo...

Tenho medo de mim, de ti, de tudo,
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes.
Das folhas secas, do chorar das fontes,
Das horas longas a correr velozes.

O véu da noite me atormenta em dores
A luz da aurora me enternece os seios,
E ao vento fresco do cair cias tardes,
Eu me estremece de cruéis receios.

É que esse vento que na várzea — ao longe,
Do colmo o fumo caprichoso ondeia,
Soprando um dia tornaria incêndio
A chama viva que teu riso ateia!

Ai! se abrasado crepitasse o cedro,
Cedendo ao raio que a tormenta envia:
Diz: — que seria da plantinha humilde,
Que à sombra dela tão feliz crescia?

A labareda que se enrosca ao tronco
Torrara a planta qual queimara o galho
E a pobre nunca reviver pudera.
Chovesse embora paternal orvalho!

Ai! se te visse no calor da sesta,
A mão tremente no calor das tuas,
Amarrotado o teu vestido branco,
Soltos cabelos nas espáduas nuas!...

Ai! se eu te visse, Madalena pura,
Sobre o veludo reclinada a meio,
Olhos cerrados na volúpia doce,
Os braços frouxos — palpitante o seio!...

Ai! se eu te visse em languidez sublime,
Na face as rosas virginais do pejo,
Trêmula a fala, a protestar baixinho...
Vermelha a boca, soluçando um beijo!...

Diz: — que seria da pureza de anjo,
Das vestes alvas, do candor das asas?
Tu te queimaras, a pisar descalça,
Criança louca — sobre um chão de brasas!

No fogo vivo eu me abrasara inteiro!
Ébrio e sedento na fugaz vertigem,
Vil, machucara com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!

Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu serias no lascivo abraço,
Anjo enlodado nos pauis da terra.

Depois... desperta no febril delírio,
— Olhos pisados — como um vão lamento,
Tu perguntaras: que é da minha coroa?...
Eu te diria: desfolhou-a o vento!...

Oh! não me chames coração de gelo!
Bem vês: traí-me no fatal segredo.
Se de ti fujo é que te adoro e muito!
És bela — eu moço; tens amor, eu — medo!...

Casimiro de Abreu.


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